Mulheres que realizam tratamento contra o câncer pela rede pública do Paraná poderão contar com uma alternativa voltada à redução da queda de cabelo durante as sessões de quimioterapia. O Governo do Estado anunciou, em 28 de outubro de 2026, o programa Paraná Cuida Delas, que prevê a entrega de quatro kits de crioterapia capilar a hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).
O investimento previsto para o projeto-piloto é de R$ 1,35 milhão. Os equipamentos serão destinados a unidades localizadas em Irati, Guarapuava, Paranaguá e Pato Branco, ampliando a presença da iniciativa em diferentes regiões do Estado: Centro-Sul, Campos Gerais, Litoral e Sudoeste do Paraná.
A medida foi apresentada como uma política de acolhimento e de atenção à qualidade de vida das pacientes durante o tratamento oncológico. A crioterapia capilar é utilizada durante a quimioterapia com o objetivo de diminuir a queda dos cabelos provocada por determinados protocolos, uma consequência que pode afetar a autoestima e o bem-estar de quem passa pelo tratamento.
Equipamentos serão distribuídos em quatro regiões
De acordo com a Casa Civil do Governo do Paraná, o programa terá início com quatro kits destinados a hospitais que prestam atendimento oncológico pelo SUS. A escolha das cidades permite que a iniciativa alcance pacientes de diferentes áreas do território paranaense, sem concentrar a oferta em apenas uma região.
Irati e Guarapuava ficam na faixa Centro-Sul do Estado, enquanto Paranaguá representa o Litoral e Pato Branco atende à população do Sudoeste. A distribuição regional é um dos principais aspectos do projeto-piloto, já que os equipamentos serão instalados em unidades que recebem mulheres encaminhadas para tratamento contra o câncer na rede pública.
As informações divulgadas pelo governo estadual não apresentam, no material consultado, os nomes dos hospitais que receberão os kits nem um calendário detalhado para o início dos atendimentos. Também não há indicação de que o recurso esteja disponível em todas as unidades que oferecem quimioterapia no Paraná. Por isso, pacientes e familiares devem buscar orientação diretamente no hospital onde o tratamento é realizado.
Como funciona a crioterapia capilar
A crioterapia capilar utiliza o resfriamento do couro cabeludo durante a aplicação da quimioterapia. A finalidade é reduzir a circulação sanguínea na região no período da sessão, diminuindo a exposição dos folículos aos medicamentos. O recurso é associado a protocolos específicos e precisa ser avaliado pela equipe responsável pelo tratamento.
A tecnologia não substitui a quimioterapia, os demais procedimentos indicados pelos médicos ou o acompanhamento multiprofissional. A possibilidade de preservar parte dos cabelos também não é igual para todas as pacientes. O resultado pode variar conforme o tipo de câncer, os medicamentos utilizados, o protocolo de quimioterapia e as condições clínicas individuais.
Por esse motivo, a participação no programa não deve ser interpretada como garantia de manutenção dos cabelos. A equipe do hospital deverá explicar como o equipamento será utilizado, quais pacientes podem receber o recurso e quais cuidados são necessários antes, durante e depois de cada sessão.
Iniciativa prioriza acolhimento durante o tratamento
O Paraná Cuida Delas foi estruturado para oferecer suporte adicional a mulheres que enfrentam uma etapa de grande impacto físico e emocional. A queda de cabelo é um dos efeitos mais visíveis de alguns tratamentos contra o câncer e pode influenciar a forma como a paciente se reconhece e se relaciona socialmente durante o período de cuidado.
Ao anunciar o projeto, o Governo do Paraná vinculou a crioterapia capilar à promoção da autoestima e da qualidade de vida. A proposta, portanto, não altera a finalidade principal do atendimento oncológico, mas acrescenta uma ferramenta de apoio para determinadas pacientes atendidas na rede pública.
A Agência Estadual de Notícias do Paraná também reúne as comunicações oficiais do Estado sobre a iniciativa e sobre a implantação dos equipamentos. Informações como critérios de atendimento, unidades responsáveis, agendamento e previsão para o começo do uso devem ser confirmadas pelos canais oficiais da Secretaria de Estado da Saúde e pelos hospitais participantes.
Com o investimento anunciado, o projeto-piloto começa em quatro municípios e poderá servir para avaliar a utilização da tecnologia na rede pública estadual. Neste primeiro momento, o alcance está limitado às unidades que receberão os kits, e o atendimento dependerá da indicação clínica e da organização de cada hospital.