O Hospital Universitário de Maringá deu início à construção de um Hospital de Campanha destinado a abrigar o Ambulatório de Especialidades enquanto o prédio principal passa por uma reforma que deve durar dois anos. A estrutura modular tem 496 metros quadrados, recebeu investimento de R$ 2,4 milhões e deve ser concluída em até 30 dias, segundo a administração hospitalar. Quando pronta, contará com 15 consultórios, salas de espera, triagem e áreas técnicas dedicadas ao atendimento dos pacientes que hoje passam pelo ambulatório.
A decisão de construir uma unidade provisória reflete a necessidade de manter a continuidade dos serviços durante as obras, evitando a interrupção de consultas e exames que atendem uma parcela significativa da população maringaense e da região noroeste do Paraná. O Hospital Universitário funciona como referência regional para procedimentos de média e alta complexidade, e qualquer desarticulação no atendimento ambulatorial tende a gerar filas e atrasos que afetam pacientes com doenças crônicas, gestantes e pessoas aguardando procedimentos eletivos.
A escolha pelo modelo modular
A opção por uma estrutura modular não é trivial. Esse tipo de construção permite montagem acelerada, custo reduzido em comparação à obra convencional e possibilidade de desmontagem ao final da reforma. Para o contexto de um hospital em funcionamento, representa ainda a vantagem de não interferir diretamente nas áreas de circulação de pacientes e profissionais durante a instalação. Com 496 metros quadrados distribuídos entre consultórios e espaços de suporte, a planta foi pensada para reproduzir, de forma enxuta, as funções essenciais do ambulatório original.
Obras de modernização em unidades hospitalares são frequentes em cidades de médio porte com equipamentos de saúde que carregam décadas de uso. Maringá, com cerca de 440 mil habitantes e polo regional de serviços, tem no Hospital Universitário uma referência que extrapola as fronteiras do município. O fluxo de pacientes provenientes de cidades vizinhas, como Sarandi, Paiçandu e Mandaguari, reforça a importância de garantir que o atendimento não seja suspenso durante os trabalhos de reforma.
Prazo, capacidade e o que muda para os pacientes
A previsão é que a estrutura provisória esteja operacional em cerca de 30 dias a partir do início das obras. Durante esse período, os pacientes com consultas agendadas no Ambulatório de Especialidades serão comunicados sobre o endereço temporário de atendimento. A gestão do hospital orienta que pacientes com dúvidas busquem informações diretamente pelos canais de atendimento da unidade antes de se deslocarem.
A reforma do prédio principal, prevista para durar dois anos, deve modernizar a infraestrutura física do hospital, adequando as instalações às normas sanitárias atuais e ampliando a capacidade de atendimento no longo prazo. Segundo as informações divulgadas pelo portal Maringa.Com, profissionais atuarão em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Pronto Atendimento à Criança (PAC), Hospital Municipal e em serviços de saúde mental durante o período de transição. O plano da gestão é garantir que nenhuma especialidade fique sem cobertura enquanto as obras avançam.
Para os maringaenses, a boa notícia é que o esforço logístico parece estar planejado com alguma antecedência. A construção do hospital de campanha antes da reforma principal indica uma preocupação em evitar o improviso, mas o teste real virá nos primeiros meses de operação da estrutura provisória, quando o volume de consultas, as condições de conforto dos espaços e a logística de agendamento serão submetidos à rotina diária de um serviço público de saúde com alta demanda. A comunidade e as entidades do setor de saúde de Maringá acompanham de perto o andamento das obras e a qualidade do atendimento oferecido nas instalações temporárias.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez