Modelo do Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu, serve de referência enquanto Maringá avança com projetos próprios de inovação e cidades inteligentes.
Parques tecnológicos vêm se consolidando como peça central da estratégia de inovação do Paraná, e um dos exemplos mais citados no estado é o Itaipu Parquetec, instalado em Foz do Iguaçu. O espaço reúne universidades, empresas e poder público em um mesmo território, modelo que tem despertado o interesse de outras cidades da região, incluindo Maringá, que também caminha para ampliar sua estrutura de inovação. A pergunta que fica para o leitor é direta: o que, na prática, esses parques tecnológicos representam para quem vive fora dos grandes centros de pesquisa?
Um parque tecnológico funciona, essencialmente, como um ecossistema de inovação. É nesse tipo de ambiente que startups recebem apoio para crescer, pesquisas acadêmicas ganham aplicação prática no mercado e projetos públicos encontram suporte técnico para sair do papel. Ao reunir laboratórios, empresas e instituições de ensino em um mesmo espaço físico, essas estruturas ajudam a acelerar o desenvolvimento tecnológico e econômico de toda uma região.
Como o Itaipu Parquetec se tornou referência no Paraná
Criado em 2003 como parte da ampliação da missão da Itaipu Binacional, o Itaipu Parquetec se consolidou como um dos principais ambientes de inovação do Sul do Brasil, com atuação em áreas como ciência aplicada, transição energética, empreendedorismo e impacto social. Instalado na margem brasileira da usina, o Parque reúne infraestrutura voltada ao ensino, à pesquisa e ao desenvolvimento de novos negócios.
Essa estrutura funciona dentro da lógica conhecida como quádrupla hélice, que integra universidades, empresas, poder público e sociedade em torno de um mesmo objetivo. Como instituição de ciência e tecnologia, o Itaipu Parquetec conduz hoje projetos em áreas estratégicas como energias renováveis, gestão territorial e segurança cibernética, muitas vezes em parceria com universidades como a Unila e a Unioeste.
O incentivo ao empreendedorismo também é uma das frentes de atuação do Parque. A Incubadora Santos Dumont, criada em 2006, já apoiou mais de 300 ideias de negócios, contribuindo para transformar projetos em empresas capazes de gerar emprego e renda na região de Foz do Iguaçu. Iniciativas educacionais, como a Expedição do Conhecimento e o LabMaker Iguaçu, levam ainda atividades sobre ciência e inovação a escolas de centenas de municípios atendidos pelo programa Itaipu Mais que Energia.
O que esse modelo pode significar para Maringá
Maringá também tem avançado em iniciativas semelhantes nos últimos meses. A cidade já conta com o Maringatech, incubadora ligada à Universidade Estadual de Maringá que recebeu recursos da Finep para ampliar sua estrutura e abrigar novas empresas de diferentes áreas do conhecimento, somando-se às que já operam no local. O município também é sede de um parque tecnológico industrial voltado à área da saúde, tocado pelo Tecpar em parceria com o Governo do Estado, cuja infraestrutura já ultrapassa 70% de execução.
Outro projeto que reforça esse movimento é o HUB Cidades, apresentado durante o Smart City Expo Curitiba, iniciativa que integra o empreendimento Cidade Aruna e propõe unir urbanismo, tecnologia e sustentabilidade em um projeto de grande escala para Maringá. Esse conjunto de iniciativas mostra que a cidade busca se posicionar como um dos polos regionais de inovação, seguindo o caminho já trilhado por experiências consolidadas como a de Foz do Iguaçu.
Com mais de duas décadas de trajetória, o Itaipu Parquetec segue ampliando sua atuação e fortalecendo conexões entre ciência, mercado e políticas públicas. Para Maringá, observar esse tipo de experiência pode ajudar a orientar os próximos passos dos projetos locais, à medida que a cidade consolida sua própria estrutura de parques tecnológicos e busca atrair empresas, pesquisadores e investimentos voltados à inovação regional.
Fonte: Maringá Post